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Associação das concentrações séricas de ácido úrico com a força muscular, massa magra e sobrevida em pacientes com câncer do trato gastrointestinal e glândulas anexas

Este é o título da defesa pública de dissertação de Daniella Brito Trindade, que ocorrerá no dia 28/02/2019 às 08:30h no Miniauditório Jatobá.

Introdução e objetivo: Em pacientes com câncer, evidências sugerem que altas concentrações de ácido úrico (AU), podem estar associadas com capacidade física e qualidade de vida em adultos e idosos. Portanto, avaliar essa relação pode demonstrar benefícios entre prognóstico e probabilidade de sobrevida nesses pacientes. O objetivo deste estudou, foi avaliar se existe associação entre as concentrações séricas de AU com a força de preensão manual, massa magra e sobrevida em pacientes com câncer do trato gastrointestinal e glândulas anexas. Métodos: Estudo transversal com portadores de câncer, de ambos os sexos e idade superior a 18 anos. Todos os dados foram coletados de prontuários, referente à data da primeira consulta ambulatorial. A classificação sérica do AU foi obtida pela média da amostra (4,17 mg/dL), sendo ≥4,17 mg/dL como alto e <4,17 mg/dL como baixo. Resultados: Dos 101 pacientes avaliados, 46 são mulheres e 55 homens. Os pacientes com AU alto apresentavam maior tempo de fumo (p=0,004), maior força de preensão manual (p=0,008), massa magra (p=0,026) e maior ingestão energética total (p=0,028). Embora, a força de preensão manual e a massa magra correlacionaram-se positivamente com o AU (r= 0,40, p<0,0001 e r=0,33, p=0,0006, respectivamente) e a análise de regressão logística mostrou associação entre o AU com força de preensão manual e massa magra no modelo sem ajuste, quando ajustado pelo sexo, fumo e valor energético total, a associação não permaneceu para força de preensão manual (OR: 1,03 95%IC: 0,96-1,10, p=0,337) e nem para massa magra (OR: 1,03 95%IC: 0,96-1,11, p=0,301). Os homens com idade ≥60 anos com alta concentração de AU, mostrou ter menor probabilidade de sobrevida do que homens adultos (≥ AU: 9 vs. < AU: 29 meses, p= 0,027), porém sem diferenças entre os homens adultos e mulheres adultas e idosas. Conclusão: As altas concentrações séricas de AU apresentaram associação com a menor probabilidade de sobrevida em homens idosos, mas não com a força de preensão manual e a massa magra.