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Impacto da capacitação em Boas Práticas nos manipuladores de alimentos de escolas e creches públicas em relação às práticas de higiene pessoal e de ambiente em um município de Goiás.

Este é o tema a ser apresentado no Exame de Qualificação de Mestrado de Suwellen de Resende Moraes, orientada pela professora Maria Cláudia Dantas Porfírio Borges André, que ocorrerá no dia 26/08/2019 às 14:00h no Miniauditório Jatobá.

Introdução: De acordo com a Constituição Brasileira o acesso à alimentação e nutrição adequadas é um direito humano fundamental. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é uma das mais antigas políticas sociais do Brasil e tem por base a garantida deste direito a crianças atendidas em creches e escolas públicas. Neste contexto, as Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA) se tornam um desafio para a garantia da qualidade deste produtos. As DTA podem acometer qualquer indivíduo, inclusive grupos considerados de alto risco, como crianças. A contaminação de alimentos por microrganismos patogênicos pode ser evitada, se os princípios das boas práticas de manipulação forem seguidos.
Objetivo: Avaliar a eficácia do treinamento em boas práticas de manipulação nos hábitos de manipuladores de alimentos em Unidades de Alimentação e Nutrição de creches e escolas municipais de uma cidade do Estado de Goiás.
Metodologia: Foi realizada uma pesquisa do tipo transversal analítica de avaliação antes e depois entre os meses de agosto de 2018 e junho de 2019. Participaram 36 manipuladores de alimentos de creches e escolas de um município de Goiás. Foi aplicado por voluntários treinados um questionário com perguntas sócio-demográficas e também foi colhido material de mãos e narinas dos manipuladores antes do início do preparo dos alimentos para a detecção de Staphylococcus aureus e Escherichia coli. Após a primeira coleta foi realizada uma capacitação com estes manipuladores sobre Boas Práticas de Manipulação e realizadas coletas periódicas de amostras de mão e nariz, bem como a observação de Boas Práticas. Os resultados obtidos foram analisados no programa R studio.
Resultados: Observou-se que 88% dos manipuladores estão acima de 40 anos de idade sendo 74% destes concursados e do total, 70% trabalham na função há mais de oito anos e 58% não possuem ensino médio completo. Não foi observado diferenças significativas (p<0,05) entre o nível de contaminação dos manipuladores antes e após o treinamento, em todas as etapas do estudo. Conclusão: De acordo com os resultados, o treinamento dos manipuladores não interferiu na diminuição da contaminação dos manipuladores, consequentemente não diminuiu o risco de contaminação dos alimentos por esta fonte. Evidenciou-se a necessidade de aplicação de outra estratégia de conscientização destes manipuladores a fim de minimizar o risco de transmissão de microrganismos aos alimentos.