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Análise do desempenho neuromuscular, capacidade funcional, qualidade de vida, indicadores de fadiga e ansiedade durante o tratamento quimioterápico do câncer de mama

Este é o tema a ser apresentado no Exame de Qualificação de Mestrado de Rafael Ribeiro Alves, orientado pelo professor Carlos Alexandre Vieira, que ocorrerá no dia 20/08/2019 às 15:00h no Miniauditório Jatobá.


Introdução: As evidencias sobre os efeitos dos ciclos do tratamento quimioterápico sobre medidas de desempenho muscular, estado mental, social e cognitivo no câncer de mama são escassas. Objetivo: Analisar e comparar os efeitos de 2 ciclos de quimioterapia sobre o desempenho muscular, qualidade de vida, fadiga e ansiedade de mulheres com câncer de mama. Métodos: Participaram do estudo 17 mulheres divididas em grupo tratamento (n = 7; 47,2 ± 11,3 anos) e grupo controle (n = 10; 53,7 ± 6,3 anos), foram realizadas analises de desempenho muscular, qualidade de vida, fadiga e ansiedade após o 2º e 4º ciclo de quimioterapia de mulheres diagnosticadas com câncer de mama, comparadas a mulheres saudáveis. A normalidade dos dados foi realizada pelo teste de Shapiro-Wilk. Os dados foram comparados pelo teste anova two-way (2x2), sempre que necessario foi utilzado o pos-hoc de Bonferroni. O teste de Friedman two-way foi utilizado para dados não parametricos. O nível de significância foi definido em p <0,05. Resultados: Não foram encontradas diferenças significativas intergrupo e intragrupo na massa corporal, IMC, idade e estatura. A anova demonstrou diferenças na fadiga intergrupos apenas no domínio afetivo nos momentos pré e pós (p = 0,01 e p = 0,01, respectivamente), além disso, foi encontrado diferenças intergrupo no teste de sentar e levantar em ambos os momentos (p = 0,00 e p = 0,00, respectivamente). A análise da qualidade de vida revelou diferenças no domínio de capacidade funcional do grupo tratamento entre os momentos (p = 0,00), assim como no momento pós intergrupo (p = 0,00). Contudo, os scores do domínio “limitação dos aspectos físicos” eram inferiores no grupo tratamento no momento pós comparado ao controle (21,4 ± 12,0 e 77,7 ± 10,5, p = 0,00), porém, não foram encontradas diferenças no momento pós, assim como nos demais domínios. Adicionalmente, não foram encontradas diferenças na atividade eletromiografica intragrupo e intergrupo (p > 0,05). Conclusão: O tratamento quimioterápico atenuou a capacidade funcional, domínios da qualidade de vida, fadiga e estresse. Os resultados sugerem que a implementação de estratégias não farmacológicas como o exercício físico podem contribuir para minimizar esses efeitos negativos.