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Efeitos de Diferentes volumes do Treinamento Resistido sobre a Qualidade de Vida, Fadiga, Ansiedade, Composição Corporal e Desempenho Muscular em Sobreviventes do Câncer de Mama

Este é o tema a ser apresentado no Exame de defesa de dissertação de Mestrado de Weder Alves da Silva, orientado pelo professor Carlos Alexandre Vieira, que ocorrerá no dia 27/03/2020 às 10:00h via webconferência.

A prática de exercício físico tem demostrado atenuar os efeitos colaterais induzidos pelo tratamento do câncer de mama, melhorando a qualidade de vida, e reduzindo os riscos de uma recidiva do câncer de mama. Objetivo: Comparar os efeitos de diferentes volumes do treinamento resistido sobre a qualidade de vida, fadiga, ansiedade, composição corporal e desempenho muscular em mulheres sobreviventes do câncer de mama (SCM). Metodologia: Participaram do estudo 13 voluntárias randomizadas para os grupos Treinamento Resistido de Alto Volume (TRAV) (n= 6; 57,0±8,3 anos) e Treinamento Resistido de Baixo Volume (TRBV) (n=7; 55,3,±7,4 anos), durante oito semanas de treinamento. Foram analisadas a força, capacidade funcional, qualidade de vida, fadiga, ansiedade e a composição corporal. A normalidade dos dados foi verificada pelo teste de Shapiro-wilk. A anova two-way (2 x 2) foi utilizada para comparar as médias entre os momentos intragrupo e intergrupo. O teste de post-hoc foi utilizado para comparações múltiplas usando a correção de Bonferroni entre os momentos. O nível de significância adotado foi p ≤ 0,05. Resultados: Não foram encontradas diferenças significativas na composição corporal em nenhuma das variáveis analisadas em ambos os grupos comparado ao momento baseline. Da mesma forma, não foram encontradas diferenças nos escores de ansiedade, fadiga e qualidade de vida em ambos os grupos No entanto, o TRBV apresentou melhoras significativas (p=0,03) na capacidade funcional avaliado pelo teste Timed up and go comparado com os valores baseline, ao contrário, quando a capacidade funcional foi avaliada pelo teste de sentar e levantar, ambos os grupos não apresentaram melhorias significativas comparada ao momento baseline. Por fim, ambos os grupos aumentaram a força dos membros superiores e inferiores. No entanto, somente o grupo TRBV obteve valores significativos (p=0,03) na força de membros inferiores avaliada pelo teste de 10 repetições máximas no leg press. Conclusão: Independente do protocolo utilizado (TRAV OU TRBV) ambos melhoram a força. No entanto, é possível que o TRBV produza resultados superiores se tratando da força de membros inferiores e, consequentemente, da capacidade funcional, dessa forma, essas estratégias podem ser aplicadas a mulheres SCM.