Transformação Social
A Universidade Federal Goiás (UFG) foi uma das três primeiras instituições públicas de ensino do Centro-Oeste a criar um programa de pós-graduação stricto sensu na área da Nutrição. Desde a sua criação em 2009, o Programa de Pós-graduação em Nutrição e Saúde (PPGNUT) consolida e amplia a sua transformação social, por meio de dois objetivos principais: ampliar a oferta de mão de obra qualificada na área de Nutrição e Saúde e promover benefícios diretos à comunidade.
Em uma exponencial e crescente ação regional, o PPGNUT auxilia a alavancar carreiras profissionais e, ao mesmo tempo, promove o desenvolvimento da pesquisa e da ciência.
Transformação na vida das pessoas
Os dados falam por si só sobre como a passagem pelo PPGNUT impactou na vida e carreira acadêmica de cada uma dessas pessoas. O Programa já formou 216 mestres e 10 doutores, totalizando 226 egressos. Entre os egressos de mestrado, 83 (41,1%) cursaram ou estão cursando doutorado em Instituições de Ensino Superior Nacionais e Internacionais. Seis egressos (3%) já cursaram ou estão cursando o pós-doutorado nas seguintes instituições: PPGNUT/UFG, PPGN/UFRJ, PPGNH/UnB, PPGSP/USP, PPGMTSP/UFG, University of South Florida/FL/EUA e University of Nevada Las Vegas/NV/EUA.
Entre aqueles que optaram por atuar no mercado profissional, 78,8% dos egressos estão atualmente empregados, somando um total de 171 pessoas. Além disso, 28% dos egressos atuam no magistério superior, sendo que 18,9% são docentes de cursos de graduação em Instituições Privadas e 9,2% em Instituições Públicas de Ensino. Cerca de 10,6% dos pesquisadores que passaram pelo PPGNUT atuam em cursos de especialização lato sensu e 2 em cursos de pós-graduação stricto-sensu. Em relação às Instituições Privadas, 27 (12,4%) egressos estão inseridos neste setor. Ademais, 35 (16,1%) atuam como profissionais autônomos.
A egressa de mestrado em 2015, Raquel Machado Schincaglia, atua como professora efetiva da Faculdade de Nutrição, docente colaboradora e vice-coordenadora do PPGNUT. No tocante à capacidade de nucleação do Programa, a egressa de mestrado (2016), Bibiana Arantes Moraes, é professora da Universidade Estadual do Ceará e atua no Programa de Pós-graduação em Nutrição e Saúde da referida instituição.
Para além das atuações em Universidades, 66 egressos do PPGNUT estão empregados em Instituiçoes Públicas e desenvolvem atividades relacionadas à gestão, incluindo Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde, de Educação e de Desenvolvimento Social, Ministério da Saúde do Brasil e de Moçambique, Unicef, Instituto Federal Goiano, FNDE/MEC, Hospitais Públicos, Prefeituras.
Impacto Social
Durante a pandemia da Covid-19 o PPGNUT se uniu a outras unidades acadêmicas da UFG e trabalhou arduamente para que o impacto do vírus fosse o menor possível, dentro e fora da comunidade da Universidade. A campanha UFG Solidária atuou por quase dois anos , no auge da pandemia e, além de resultar na produção de máscaras e equipamentos de proteção individual, arrecadou 108 mil reais em doações, possibilitando que, especialmente pessoas de baixa renda, pudessem receber alimentos e itens de higiene pessoal. Ao todo, foram atendidas cerca de 1800 famílias em situação de vulnerabilidade social em Goiás, residentes nos municípios de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Professor Jamil, Baco Pari Posse, Inhumas, Iaciara, Itumbiara, Jataí e Cidade de Goiás.
A ação UFG Solidária, também teve um propósito educativo para a comunidade, pois todos os grupos receberam folders explicativos sobre os cuidados necessários para evitar a transmissão da Covid-19, que foram disponibilizados em Português, Inglês e Espanhol. Além disso, nas cestas doadas, houve a inclusão do Sal de ervas , usado para dar mais sabor e reduzir o sódio das preparações. Esse produto foi formulado e avaliado na dissertação de mestrado da aluna Alorna Salles, sob a supervisão da docente Maria do Rosário, e foi cientificamente comprovado como eficaz na redução de sódio nas preparações. A receita do produto, facilmente replicável em casa, e orientações sobre a importância do menor consumo de sódio para a saúde também foram trabalhados pelas estudantes. Essa troca de saberes (empíricos e científicos) entre discentes, docentes e a sociedade possibilitou um aprendizado que foi além da sala de aula, ampliando a teoria e contribuindo, portanto, para a formação transversalizada destes extensionistas enquanto cidadãos e futuros profissionais atentos às demandas e necessidades de cada indivíduo e em cada realidade.